GT Saúde da Fenae quer sensibilizar a categoria sobre os impactos do adoecimento

Por Carolina Marçal

Ao retomar os trabalhos nesta quinta-feira (5), GT faz um balanço das ações e define reuniões quinzenais para tratar do assunto

Na tarde desta quinta-feira (5), o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Trabalhador da Fenae retomou os debates frente ao adoecimento dos empregados e empregadas da Caixa, segundo dados da pesquisa encomendada pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) sobre a atual condição e os impactos da pandemia na saúde dos trabalhadores do banco. 

Na ocasião, os representantes dos empregados destacaram a importância de sensibilizar e dizer para os colegas do banco público que o adoecimento é coletivo e não individual. “Cada um está tentando se cuidar individualmente. Os colegas não percebem que ao olhar para o lado existem outros tantos com o mesmo adoecimento. É preciso de muita conscientização”, afirmou Jerry Fiusa dos Santos, diretor da Região Norte da Fenae.  

Uma das questões que a pesquisa revelou foi a subnotificação. “Percebemos que as notificações para a covid-19 inexistem e nas doenças mentais idem. E como a gente tem percebido muito no ambiente de trabalho que as pessoas que estão adoecendo de depressão, ansiedade e outras doenças mentais, saem de licença por tratamento de saúde. Elas não encaram como responsabilidade da Caixa. E tanto o empregado quanto o coletivo perdem, quando você esconde esta realidade embaixo do tapete. Este tema precisa ser tratado com um forte trabalho de conscientização”, disse a diretora de Saúde e Previdência da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Fabiana Matheus

Pesquisa

Os dados regionalizados da pesquisa estão sendo levantados. As primeiras informações da pesquisa foram extraídas de 1.704 empregados da ativa que responderam o levantamento. Aproximadamente oito em cada 10 disseram que o trabalho afeta a sua saúde, o que representa quase 80% dos respondentes. Dos trabalhadores da ativa, 6% estão afastados do trabalho por licença médica. O principal motivo de afastamento são as doenças mentais. 33% estão afastados por depressão, 26% por ansiedade, 13% pela síndrome de Burnout e 11% por Síndrome do Pânico.

A pesquisa de opinião encomendada pela Fenae sobre a saúde dos bancários da Caixa foi realizada entre os dias 19 de novembro e 10 de dezembro de 2021. 3034 bancários responderam ao questionário até o fim. Destes, 1.704 (56%) são empregados da ativa e 1.330 (44%), aposentados. 

“Foi muito acertada esta pesquisa, mas precisamos avançar no diálogo com os aposentados. Pois, o adoecimento mental é muito visível, as pessoas estão mais ansiosas, mas tristes e muitas estão sentindo envelhecidas”, afirmou Vera Lúcia Barbosa Leão, diretora de Assuntos de Aposentados e Pensionistas.

Segundo Fabiana avançar nos diálogos com os aposentados é extremamente pertinente. “Ficamos muito contaminados com a realidade dos ativos, mas tivemos toda uma preocupação de incluir os aposentados neste trabalho, justamente por entender que tinha um grau de sofrimento acentuado. Temos essa tarefa de buscar ações para dialogar com os aposentados, para ver quais as ações que podemos iniciar com este grupo tão importante”, concluiu Fabiana. 

A próxima reunião ficou agendada para o próximo dia 19 de maio.

Informações retiradas na íntegra do site da FENAE

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