Fenae e Fenag manifestam repúdio à conduta do presidente da Caixa

Por Carolina Marçal

O nome da Caixa Econômica Federal estampou jornais de grande circulação no País nesta semana. O motivo não foi digno do trabalho desempenhado pelos empregados do banco e do importante papel social da Caixa, especialmente nos anos de pandemia. Fotos e vídeos mostram os empregados em situações constrangedoras e humilhantes – a mando do presidente da Instituição, Pedro Guimarães.

Sob contagem regressiva e comando do presidente, que assistia a cena de posição superior, alguns empregados subiram ao palco e fizeram flexões de braço – prática conhecida no meio militar como método de punição disciplinar.

A atitude, embora percebida por alguns como uma “brincadeira de mau gosto”, confunde entretenimento com violência psicológica – em nada contribui com o desenvolvimento do potencial criativo ou intelectual dos profissionais e diz muito de gestores que são parte de governos antidemocráticos. Sobretudo, pode configurar em assédio moral praticado pelo presidente do banco. O conceito está na cartilha do Ministério Público do Trabalho (MPT) – É assédio moral expor “trabalhadoras e trabalhadores a situações constrangedoras e humilhantes, interferindo na liberdade, na dignidade e nos seus direitos de personalidade”.

No mesmo documento, o órgão cita como exemplo de assédio moral em organizações a “exigência do pagamento de ‘prendas’ aos menos produtivos (realizem flexões de braço, vistam fantasias, dancem em cima de mesas)…”

Como entidades em defesa dos empregados da Caixa, denunciamos a conduta abusiva de Pedro Guimarães ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o órgão já notificou o presidente do banco, e recomenda que a prática não se repita – nem outro ato que submeta os empregados a constrangimentos. Se não cumprida a recomendação, Guimarães pode ser responsabilizado nos âmbitos civil, criminal e administrativo.

Além de denunciar ao órgão competente, manifestamos o nosso total repúdio a esta lastimável atitude, que não condiz com a relevância do cargo que Pedro Guimarães ocupa. Tal conduta não é digna do banco público que, nos seus 160 anos de história, preza pelo respeito e trabalha pela dignidade da população do País. A Caixa e seus empregados são muito maiores do que isso.

Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae)

Informações retiradas na íntegra do site da FENAE

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