A ergonomia é uma ciência que busca entender a relação do homem com as condições fornecidas no ambiente profissional

Excesso de trabalho, pressão por resultados, postura inadequada e esforços repetitivos, estão entre as causas comuns de afastamento no emprego. Segundo dados do Ministério do Trabalho, entre 2005 a 2015, os afastamentos por problemas de saúde relacionados ao ambiente de trabalho, cresceram cerca de 25%. Entre as principais causas estão: LER (Lesão por Esforço Repetitivo), DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) e doenças mentais como depressão e ansiedade.
Diante do triste cenário, um assunto tem sido debatido: ergonomia no trabalho! O nome pode até soar estranho, mas a atividade não é. Ergonomia, trata se da área científica que estuda a relação do homem com o ambiente de trabalho, se preocupando com segurança, saúde e bem-estar dos funcionários. Propiciando assim, uma maior produtividade e otimização dos processos. Ela se divide em três campos, são eles:
Ergonomia física
- Ventilação e temperatura do ambiente;
- Iluminação;
- Condições sanitárias;
- Disponibilidade e qualidade dos equipamentos;
- Ruídos;
- Organização do ambiente;
- Tempo em que é necessário ficar de pé ou levantando peso excessivo;
Ergonomia organizacional
- Rotinas do trabalho informatizado — Longas jornadas em que o funcionário fica sentado em frente ao computador, o que pode gerar dor nas costas, problemas de visão e até complicações mais graves;
- Trabalho exaustivo e/ou repetitivo — Podem desenvolver lesões por esforço repetitivo (LER);
- Excesso de trabalho — colabora para a sobrecarga mental;
- Falta de orientação ou despreparo em relação à segurança do trabalho — pode expor o funcionário ao perigo e, até mesmo, provocar acidentes.
Ergonomia cognitiva
- Cobrança excessiva em relação ao tempo;
- Falta de treinamento;
- Ausência de abertura para o diálogo (funcionário não se sente à vontade para se comunicar com os líderes);
- Ambiente de trabalho hostil ou muito competitivo;
Na prática se trata de ajustar o ambiente de trabalho ao trabalhador, minimizando assim as chances de danos a saúde do empregado, a curto, médio e longo prazo.
Um exemplo é um funcionário que precisa ficar oito horas diárias sentado em frente a tela de um computador, uma postura inadequada, que pode trazer sérios danos a sua coluna. Neste caso, uma cadeira ajustável já preveniria danos maiores e assim, evitaria sérios problemas para a saúde do colaborador e financeiros para o empregador.
O fisioterapeuta Antônio Viana, conta que incômodos na coluna ou desgastes nos tendões devido a falta de ergonomia são queixas frequentes. “Isso é algo que dá para prevenir. A ergonomia faz isso e beneficia patrões e empregados, pois reduz as faltas e assegura um ambiente saudável de trabalho”, afirmou o Antônio.
Existem pessoas que relataram comprometimento da saúde, seja ela física, ou mental. Nestes casos é importante buscar ajuda o quanto antes! Para a grande maioria, os problemas podem ser resolvidos em poucos meses, através de um profissional qualificado e o ambiente de trabalho adaptado. “Como fisioterapeuta, sempre faço sugestão de adaptações e orientações de alongamentos que podem ajudar ao retornar para o ambiente de trabalho”, disse Viana.
NR 17
As Normas Regulamentadoras (NR) foram aprovadas pelo Ministério do Trabalho em 1978, e tratam de obrigações impostas as empresas à respeito da Medicina do Trabalho. A NR 17 em especial, trata sobre a ergonomia. O descumprimento por parte do empregador de algum dos requisitos é caracterizado como infração que fica sujeito a penalizações, se acontecer por parte do empregado, esse pode sofrer uma demissão por justa causa.
Como está sua Ergonomia no ambiente de trabalho?
Departamento de Comunicação da APCEF/MG