Fenae vai ao MPT para endossar investigação sobre prática de assédio moral na Caixa

Por Carolina Marçal

A reunião também abordou a gestão irresponsável dos bancos no atual cenário pandêmico

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), se reuniu na tarde desta quarta-feira (19), com a procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) do Distrito Federal e Tocantins, Geny Helena Fernandes Barroso Marques, com a deputada Érika Kokay (PT/DF), dirigentes e delegados sindicais para endossar a investigação de prática de assédio moral  na Caixa, com foco na repercussão vexatória em episódio em que os empregados do banco foram obrigados a realizar flexões a mando do presidente do banco, Pedro Guimarães, em evento que reuniu empregados, empresários lotéricos e correspondentes Caixa, realizado em Atibaia (SP), no dia 15 de dezembro do ano passado. 

“Além do constrangimento constatado nas denúncias e nos vídeos recebidos pela Federação, é notório que tais atitudes marcam o retrocesso desta gestão. Devem ser banidas e contestadas veementemente. Não podemos retroceder na luta por um ambiente de trabalho respeitável e pela dignidade do trabalhador”, pontuou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. 

Segundo a procuradora-chefe do MPT já foi instaurada uma notificação recomendatória ao presidente da Caixa, sob pena de investigação. “Cabe ao Ministério Público do Trabalho atuar na defesa dos direitos sociais constitucionalmente garantidos no âmbito das ações de trabalho. Por isso, é de extrema importância o estreitamento do ministério com as entidades sindicais e os representantes dos trabalhadores”, disse Marques.  

De acordo com o documento é recomendado ao “…Sr. Pedro Duarte Guimarães, que na condição de presidente da Caixa Econômica Federal, abstenha-se de submeter os empregados do banco público a flexões de braço e a outras situações de constrangimento no trabalho ou dele decorrente, sob pena de instauração de procedimento investigatório no Ministério Público do Trabalho e adoção das medidas administrativas e/ou judiciais cabíveis para a correção da conduta, sem embargo das responsabilizações civil, criminal e administrativa pelo eventual descumprimento da presente notificação.”  

Segundo a deputada Erika Kokay, a própria recomendação da notificação do MPT já demonstra o absurdo da situação, em que se ‘recomenda’ o óbvio. “Em anos trabalhando no banco público, eu nunca assisti tamanha exposição ao ridículo”, lamentou a parlamentar. 

Na ocasião, a Fenae, representada pelos diretores Sérgio Takemoto (presidente) e Jair Ferreira (de Formação), entregou à procuradora-chefe, um dossiê com uma série de reportagens sobre as denúncias das práticas de assédio moral, bullying e constrangimentos sofridos pelos empregados do banco público. 

Gestão temerária e irresponsável dos bancos no atual cenário pandêmico 

Outro item de pauta da reunião foi a preocupação dos representantes dos trabalhadores com a ausência de planejamento ao retorno do trabalho presencial no atual cenário do país, onde a pandemia não acabou.  

De acordo com delegados sindicais do Banco do Brasil, também presentes na reunião, não há uma diretriz no retorno ao trabalho presencial. Falta planejamento responsável, falta adoção de medidas protetivas em prol da saúde dos trabalhadores e o número de adoecimentos cresce assustadoramente. 

“É uma política de governo sendo aplicada nos ambientes de trabalho bancário. Ou seja, o relaxamento das medidas protetivas como uma forma de negar a própria pandemia”, afirmou Érica. 

Informações retiradas na íntegra do site da FENAE

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